Memorando: O que é, Tipos, Exemplos e Modelo

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O memorando é um dos documentos mais utilizados na administração pública, pois garante uma comunicação interna clara, rápida e formal entre setores. Ainda que seja tão comum no dia a dia das prefeituras e câmaras municipais, muitas vezes ele ainda gera dúvidas: quando usar, como redigir corretamente e qual sua real função? Afinal, não basta apenas escrever — é preciso, também, saber como estruturar um memorando que cumpra sua finalidade e esteja de acordo com as boas práticas administrativas. Por isso, neste artigo, vamos explicar de forma prática e, sobretudo, direta tudo o que você precisa saber sobre memorandos, incluindo os principais tipos, exemplos reais e um modelo pronto para você usar no seu órgão público.
O que é um memorando e para que serve?
Um memorando é um documento oficial usado para comunicação interna dentro de órgãos públicos, como prefeituras e câmaras municipais. Ele serve para registrar orientações, solicitações, encaminhamentos ou informações entre setores da mesma instituição.
Ao contrário do que muitos pensam, o memorando não é apenas uma formalidade. Ele tem uma função estratégica: organizar a gestão interna e garantir transparência nas ações administrativas. Por isso, entender o que é um memorando e para que serve é fundamental para qualquer servidor público que deseja cumprir suas obrigações com segurança e agilidade.
Sua principal vantagem é que ele deixa um registro claro da comunicação, o que evita mal-entendidos e serve como prova de que determinada informação foi transmitida ou determinada providência foi solicitada.
Em resumo, o memorando é um aliado da boa gestão pública — principalmente em municípios onde a organização interna ainda é um desafio constante.
Quando utilizar um memorando?
Saber quando utilizar um memorando faz toda a diferença na rotina da administração pública. Afinal, usar o documento certo no momento certo evita retrabalho, desorganização e até mesmo riscos jurídicos.
O memorando deve ser usado sempre que a comunicação for interna, ou seja, entre setores da mesma prefeitura ou câmara municipal. Ele é ideal para solicitar providências, registrar uma orientação da chefia, encaminhar documentos ou comunicar decisões administrativas.
Além disso, ele é muito útil quando há necessidade de formalizar um pedido ou uma informação de forma rápida e objetiva, sem a complexidade de um ofício.
Veja alguns exemplos práticos:
- A Controladoria Interna solicita ao setor de obras a atualização das informações no portal da transparência;
- A Secretaria de Administração comunica aos demais setores um novo procedimento interno;
- A chefia de gabinete encaminha um relatório para análise do setor jurídico.
Nesses casos, usar o memorando é a melhor forma de garantir clareza, agilidade e rastreabilidade.
Portanto, se a comunicação é interna e exige registro formal, o memorando é o documento certo a ser usado.
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Tipos de memorando: qual usar em cada situação?
Embora muitas pessoas acreditem que existe apenas um modelo de memorando, a verdade é que esse documento pode assumir diferentes formas, dependendo do seu objetivo. Conhecer os tipos de memorando ajuda a escolher o formato mais adequado para cada situação e evita confusão na comunicação interna.
Memorando simples
É o tipo mais comum. Utilizado para comunicações diretas e objetivas entre dois setores da mesma instituição. Por exemplo, quando a Secretaria de Administração solicita ao RH a atualização dos dados dos servidores no portal da transparência.
Memorando circular
Esse tipo é usado quando a mensagem precisa ser enviada para mais de um setor ao mesmo tempo. Um exemplo prático: a Controladoria Interna envia um aviso a todas as secretarias sobre um novo prazo para envio de informações legais.
Memorando de encaminhamento
Usado quando há necessidade de encaminhar documentos anexos acompanhados de uma justificativa. Nesse caso, além da solicitação, o memorando explica o motivo e orienta sobre como o material deve ser analisado ou respondido.
Embora todos sigam uma estrutura semelhante, cada tipo de memorando tem um propósito específico — e saber isso é essencial para garantir eficiência na comunicação administrativa.
Estrutura de um memorando: o que não pode faltar?
Para que um memorando cumpra seu papel com clareza e validade administrativa, ele precisa seguir uma estrutura padronizada. Mesmo sendo um documento simples, há elementos que não podem ser ignorados — principalmente quando se trata de comunicação oficial entre setores públicos.
A seguir, veja a estrutura de um memorando que atende às exigências da administração pública:
Cabeçalho institucional
Deve conter o nome do órgão emissor (como “Prefeitura Municipal de Exemplo”) e, se possível, o brasão ou logotipo.
Número do memorando e data
Identifique o documento com um número sequencial (ex: Memorando nº 012/2025). Isso facilita o controle e o arquivamento.
Destinatário e remetente
Informe claramente quem está enviando e quem deve receber. Exemplo: “Para: Secretaria de Obras / De: Controladoria Interna”.
Assunto
Um resumo objetivo do tema tratado (ex: “Solicitação de atualização de dados no Portal da Transparência”).
Texto do memorando
Escreva de forma clara, direta e formal. Use frases curtas e evite rodeios. Vá direto ao ponto.
Assinatura com nome e cargo
Finalize com o nome completo e o cargo do responsável pela comunicação.
Essas são as características de um memorando bem elaborado: clareza, objetividade e formato padronizado. Uma estrutura correta transmite seriedade e facilita o entendimento por parte do setor destinatário.
Como fazer um memorando passo a passo?
Se você chegou até aqui, provavelmente quer entender como fazer um memorando da forma correta — e sem complicação. A boa notícia é que, com uma estrutura clara e uma linguagem objetiva, qualquer servidor pode redigir esse documento com segurança.
Abaixo, explicamos o passo a passo:
Comece pelo cabeçalho
Coloque o nome do órgão (por exemplo, “Prefeitura Municipal de Exemplo”) e, se for o caso, o brasão da instituição. Isso garante legitimidade.
Numere o documento e coloque a data
Exemplo: Memorando nº 023/2025 – 16 de maio de 2025. A numeração facilita o controle interno e o arquivamento.
Informe o destinatário e o remetente
Seja claro sobre quem envia e quem deve responder. Isso evita confusões e garante que a mensagem chegue ao setor certo.
Defina o assunto com objetividade
Use uma frase curta e direta. Por exemplo: “Encaminhamento de informações ao TCE”.
Escreva o corpo do texto de forma clara
Vá direto ao ponto. Explique o que está sendo solicitado ou comunicado. Use parágrafos curtos e linguagem formal, mas acessível.
Finalize com nome, cargo e assinatura
Esse fechamento é essencial para dar validade ao memorando.
Lembre-se: um bom memorando é aquele que transmite a mensagem com rapidez, sem margem para dúvidas. Ele deve ser claro o suficiente para que qualquer servidor compreenda o que precisa ser feito.
Memorando exemplo: veja como aplicar na prática
Agora que você já sabe como fazer um memorando, nada melhor do que ver um modelo pronto para entender como todas as partes se encaixam na prática. Abaixo, apresentamos um memorando exemplo usado em prefeituras e câmaras municipais, com foco em comunicação interna clara e objetiva.
PREFEITURA MUNICIPAL DE EXEMPLO
MEMORANDO Nº 045/2025
Data: 16 de maio de 2025
Para: Secretaria de Obras
De: Controladoria Interna
Assunto: Atualização de informações no Portal da Transparência
Solicito que sejam atualizadas, até o dia 20 de maio de 2025, as informações referentes às obras em andamento neste município, com a inclusão dos dados no Portal da Transparência. Essa medida é necessária para garantir o cumprimento das exigências legais e evitar apontamentos em futuras auditorias do Tribunal de Contas.
Desde já, agradeço a atenção e colaboração.
Atenciosamente,
João Silva
Controlador Interno
Esse modelo segue a estrutura de um memorando recomendada pelos órgãos de controle e facilita o entendimento por parte do setor responsável.
Além disso, vale destacar que memorandos como esse contribuem diretamente para a organização administrativa e ajudam a manter a gestão em conformidade com as leis de transparência.
Qual a diferença entre memorando e ofício?
Uma dúvida muito comum entre servidores públicos é: qual a diferença entre memorando e ofício? Apesar de ambos serem documentos oficiais e formais, cada um possui um uso específico dentro da administração pública.
O memorando é um instrumento de comunicação interna, ou seja, utilizado exclusivamente entre setores de uma mesma instituição — como entre a Secretaria de Administração e a Controladoria Interna de uma prefeitura, por exemplo.
Já o ofício é utilizado em comunicações externas, como quando a prefeitura precisa enviar informações ao Tribunal de Contas, ao Ministério Público ou até a um fornecedor. O tom do ofício é mais formal e, muitas vezes, segue protocolos específicos exigidos por normas externas.
Portanto, antes de redigir qualquer documento, reflita sobre o contexto de uso do ofício na administração pública e verifique se o conteúdo será encaminhado para dentro ou fora da instituição.
Características de um memorando: o que o torna eficaz?
Para que um memorando cumpra bem sua função na administração pública, ele precisa seguir algumas características essenciais. Esses elementos são o que garantem clareza, objetividade e segurança na comunicação entre os setores internos.
A primeira e mais importante característica de um memorando é a linguagem direta e formal. O texto deve ser claro, com frases curtas e organizadas. Não há espaço para rodeios ou termos ambíguos. Afinal, o objetivo é que a mensagem seja compreendida de forma imediata.
Outra característica fundamental é a padronização da estrutura. Isso facilita o arquivamento e a consulta posterior, além de demonstrar organização institucional. Como vimos anteriormente, elementos como número do memorando, data, assunto, destinatário, remetente e assinatura não podem faltar.
Também é essencial que o memorando seja curto e objetivo. Ele não deve ser confundido com relatórios extensos ou pareceres técnicos. É um documento funcional, focado em resolver questões administrativas do dia a dia.
Em resumo, as principais características de um memorando são: formalidade, clareza, objetividade e padrão. Esses elementos garantem que a gestão pública atue com mais eficiência e evite falhas de comunicação.
Benefícios do uso de memorandos na gestão pública
Embora muitas vezes subestimado, o memorando traz diversos benefícios para a rotina da administração pública — especialmente em prefeituras e câmaras de municípios com estrutura reduzida. Seu uso correto contribui diretamente para a organização, agilidade e rastreabilidade da gestão interna.
Um dos principais benefícios dos memorandos é a formalização das comunicações. Ao registrar instruções, pedidos ou encaminhamentos de forma clara e documentada, o gestor reduz o risco de mal-entendidos e consegue comprovar que a informação foi, de fato, repassada.
Além disso, o memorando facilita o cumprimento de prazos legais. Isso é fundamental em um cenário onde o Controle Interno precisa cobrar setores e mostrar aos órgãos de fiscalização que a prefeitura ou a câmara está agindo com responsabilidade e dentro da lei.
Outro ponto importante é que ele descentraliza a responsabilidade, permitindo que cada setor tenha clareza sobre o que precisa entregar, quando e por quê. Isso melhora o fluxo de trabalho e evita a famosa “correria de última hora”.
Portanto, utilizar corretamente o memorando é uma atitude simples que reforça a transparência, a segurança jurídica e a eficiência administrativa — pilares fundamentais para quem deseja alcançar o Selo Diamante no PNTP.
Perguntas Frequentes sobre memorando
O que é um memorando?
Um memorando é um documento oficial usado para comunicação interna entre setores da mesma instituição pública, como uma prefeitura ou uma câmara municipal. Ele serve para registrar pedidos, orientações ou encaminhamentos de forma rápida e formal.
O que é um memorando e para que serve?
O memorando serve para transmitir informações formais dentro da administração pública, garantindo que tudo fique registrado. É muito usado para solicitar providências, comunicar decisões ou encaminhar documentos entre secretarias e departamentos internos.
Como fazer um memorando?
Para fazer um memorando, basta seguir uma estrutura simples e padronizada:
- Nome da instituição e número do documento;
- Data, destinatário e remetente;
- Assunto claro e objetivo;
- Texto direto com a solicitação ou informação;
- Assinatura com nome e cargo.
A chave é usar linguagem formal e objetiva.
Qual a diferença entre memorando e ofício?
O memorando é usado para comunicações internas (dentro da mesma instituição). Já o ofício é usado para comunicações externas, como envio de documentos ao Tribunal de Contas ou outros órgãos públicos.
Quais são os tipos de memorando?
Os principais tipos de memorando são:
- Simples: usado para mensagens diretas entre dois setores.
- Circular: direcionado a vários setores ao mesmo tempo.
- De encaminhamento: acompanha documentos ou relatórios com justificativa.
Quais são as principais características de um memorando?
Um bom memorando deve ser:
- Claro e objetivo;
- Curto, com linguagem formal;
- Padronizado, com cabeçalho, numeração e assinatura;
- Direcionado sempre a destinatários internos.
Saber quando e como utilizar o memorando corretamente fortalece a comunicação e a organização dentro da gestão pública.
Conclusão
Como vimos ao longo deste artigo, o memorando é muito mais do que um simples papel entre setores. Ele é uma ferramenta essencial para manter a comunicação interna organizada, formalizar decisões e garantir que tudo esteja registrado de forma clara e segura.
Entender o que é um memorando, para que serve, quais são seus tipos, e principalmente, como fazer um memorando corretamente, é indispensável para qualquer servidor público que atua em prefeituras e câmaras municipais. Além de melhorar o fluxo de informações, o uso adequado desse documento reduz falhas, facilita o trabalho da Controladoria e ajuda a manter a gestão alinhada com as exigências dos órgãos de controle.
Em tempos em que a transparência é cada vez mais cobrada, cada detalhe faz diferença — inclusive a forma como você registra e compartilha informações dentro da sua instituição.
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Especialista em Transparência Pública, foi um dos precursores do tema no mercado brasileiro, ajudando desde 2011 as entidades municipais a ter uma gestão 100% transparente. Fundador e CEO da CR2 Transparência Pública, a maior empresa do Brasil no segmento.






